Ruindows, Micro$oft, M$, IECA e Afins
A menos que você seja um recém chegado na Web, certamente já se deparou com algumas, senão todas, as expressões mencionadas no título desse post. Elas são comumentes usadas por caras super descolados, como forma de mostrar sua enorme sagacidade ao criticar de forma extremamente ácida a Microsoft e os seus produtos. Ou pelo menos é isso que eles acham que estão fazendo.
A verdade é que estes trocadilhos são tão manjados que hoje integram o status quo tanto quanto os produtos que eles tentam ridicularizar. Como consequência disso, muita gente começa a usar essas expressões só para parecer cool, até porque não existe forma mais fácil de parecer cool do que falar mal da Microsoft. O curioso é que muitos dos que se valem destas expressões geralmente o fazem sob alguma versão do Windows, e em alguns casos até mesmo sob o Internet Explorer.
É mais um exemplo do velho caso do comportamento herdado sem questionamento algum, apenas por que outros o fizeram antes. Dessa forma, repetindo esses geniais trocadilhos, muitos acreditam que estaram anexando à sua reputação a qualidade de alguém crítico, questionador, quando na verdade são meros repetidores de trocadilhos bem pouco inspirados.
Além disso, duas dessas expressões merecem destaque especial: Micro$oft e M$. Elas por si só nem mesmo são depreciativas, pois colocar um cifrão no nome ou na abreviação do nome de uma empresa, pelo menos pra mim, significa apenas que se trata de uma empresa lucrativa, ou que busca o lucro. E isso de maneira alguma é ruim. Pelo contrário, uma empresa tradicional, ou seja, aquelas que vendem produtos ou serviços, precisam lucrar para se manter no mercado, portanto associar a imagem da Microsoft ao lucro é o mesmo que dizer que ela é competente em fazer aquilo que toda empresa deve fazer: lucrar.
Por fim, eu só quero destacar que não estou defendendo a Microsoft e nem os seus produtos, assim como também não os estou criticando. A crítica aqui é direcionada apenas ao que eu considero ser a forma mais infantil de crítica, ainda mais quando repetida a exaustão por aqueles nem sabem o porquê da crítica. Portanto, se quiserem criticar algo ou alguém, armem-se de argumentos, não de velhos trocadilhos que só deixam transparecer que o bobo da história é você.
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